História da Gazetinha

trabalho de conclusão de curso de Artes Gráficas na UTFPR

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Relatório de entrevista com Cristiano Freitas -05/10

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Relatório de entrevista
Meio: Telefonema
Data: 05/10 Horário: 18h39 Duração: 28min
Envolvidos:Gustavo Tonietto e Cristiano Freitas

Foi remarcada a entrevista para esse dia e se deu da seguinte forma:

P) Qual a sua função na Gazeta do Povo e a quanto tempo a exerce?
R) Sou editor da Gazetinha de março/abril de 2001, comecei como repórter do EduFun, cargo que durou uns 7 meses.

P) Quem era o Editor antes de você
?
R) Antes de mim só houve uma editora, fora o seu Alceu, a sra. Rosana, que não ficou muito tempo. Antes dela, o editor foi o criador da Gazetinha, o sr. Alceu Rosário, já falecido.

P) Fale sobre o projeto de mudança do caderno. Quais as principais pelas quais ele já passou?
R) O caderno vai completar 36 anos dia 14 de outubro agora. A nossa proposta desde 2004, quando sofreu as primeiras alterações, é de modernizá-lo, tiramos coisas como fotos de aniversariantes, passatempos, desenhos enviados e matérias sobre crianças que não se dirigiam a elas, mas aos pais, avós, etc. Chamo isso de “organizar a casa”, precisamos dar ao encarte um motivo de existência, um propósito. Para isso, precisamos entender o público-alvo.
Entendemos que não cabe ao jornal uma publicação sócio-educacional para as primeiras fases da criança. Trabalhamos com informações, com jornalismo, somos diferentes de uma revista, mais esteriotipada, com gírias, etc. Pretendemos conduzir uma linha editorial. Nos últimos cinco ou seis anos, tivemos sorte, por lidar com profissionais que tiveram a sensibilidade de entender o pensamento editorial junto ao público.
A principal mudança em 2004 foi a de posicionamento quanto ao público leitor do caderno. “Caderno infantil” o limitava, até mesmo para as crianças, principalmente porque o encarte era dirigido a uma criança sem opinião, que não existia de verdade, à um leitor imaginário. Devemos, portanto, criar leitores, atraí-los para o Jornal. Passamos então a nos dirigir à um público infanto-juvenil. Temos, a partir daí, que tomar cuidado para não criar um produto marginalizado, que acompanhe o jornal como um todo. Devemos atentar ainda para não separar crianças e adolescentes, uma vez que trabalhamos com temas que interessam a ambos, e que, muitas vezes, nos surpreendemos como um tema que era pra ser preferido por adolescentes tem seus leitores mais interessados entre as crianças e vice-versa. Isso e mais o fato de que a maturidade dessas crianças está chegando cada vez mais rápido, temos um leitor autônomo, precisamos tirar da cabeça a idéia do ranso de que tem que ser uma publicação infantil. Vamos trabalhar numa faixa de idade entre 13/14 até 17/18 anos, mas não podemos restringir a essas idades, precisamos englobar as idades de 10-12 e 19-21 anos também. Precisamos escrever para o leitor.

P) Quais as dificuldades encontradas dentro do jornal desde que passou a ser editor?
R) Desde que o sr. Alceu fundou o caderno, a minha foi a primeira equipe formada para o fechamento. Nós passamos a produzir conteúdo e passamos a ter problemas com relação com a demanda, horários, fotógrafos e transporte, assim como a um preconceito que havia. Acreditava-se que o caderno deveria ser fechado rápido e sem muito capricho ou maiores preucupações. Sem menosprezar o trabalho que lhe era aplicado antes, que era como deveria ter sido, mas agora era um material subestimado, com o qual o leitor, mesmo a criança, não se identificava e que achava ridículo.

P) Alguma outra publicação importante da Gazetinha?
R) A de 2003, a edição especial de 30 anos.

Quanto a questões referentes ao processo gráfico e método de impressão, o entrevistado disse que deveríamos, para isso, falar com outras pessoas, como a sra. Brisa, ex-estagiária do sr. Alceu e a sra. Luciane, que ainda trabalha na Gazetinha, ambas na Europa, bem como a sra. Rosana, ex-editora e outros nomes dos quais ficou de passar o contato por e-mail.

Relatório de visita à biblioteca da Gazeta – 17/09

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Relatório de visitação
Data: 17/09 Local: Bilioteca particular da Gazeta Hora: 8h30 Duração: 40min
Compareceram: André Patz e Gustavo Tonietto

Conhecemos a biblioteca, que fica no endereço Rua Constantino Laurindo, 783. Conhecemos a sra. Silmara, responsável pelo acervo que nos atendeu e deu total liberdade para fazermos nosso levantamento de imagens. Pegamos três cadernos para tirarmos as fotos:

1973 – ainda encadernados junto ao jornal
1973 – ainda encadernados junto ao jornal
jan/abril 1977 – nums. 167-183
maio/ago 1977 – nums. 184-201

Fotografamos também a edição histórica e outras edições especiais em torno do aniversário do caderno:

12/out/2003
18/out/2003
04/out/2003

Notamos, desde as primeiras edições, a presença de quadrinhos como A turma da Mônica, Batman e a Turminha da Todeschini e de anúncios de marcas como o Banestado.

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