Pesquisa – História da Gazeta
Pesquisa – História da Gazeta
Em 20 de fevereiro, Benjamin Lins publicou o manifesto de fundação do jornal, que o posicionava com ideal de independência e imparcialidade, que de forma alguma cativaria a “adoração fetichista de qualquer individualidade” (OLIVEIRA). A Gazeta do Povo foi lançada em 3 de fevereiro de 1919, por Benjamin Lins e De Plácido e Silva, trinta e dois anos antes de O Estado do Paraná, sete anos depois da fundação da Universidade Federal do Paraná, um ano após o fim da Primeira Guerra Mundial. Devido a esse último fato, era forte a imigração para o Brasil, em especial para o Paraná, de italianos, poloneses, ucranianos e alemães, que fugiam da Europa pósguerra para uma Curitiba de 40 mil habitantes. Evidentemente havia outros jornais em circulação no ano em que foi lançada a Gazeta do Povo, como os jornais A Tribuna e Diário da Tarde, e, poucos meses antes do lançamento, uma grande greve paralisara a cidade, influenciada por jornais operários locais, como O Proletário, União e Trabalho e O Trabalho. (OLIVEIRA)
No editorial de primeira página do número inaugural foi dito que “a defesa dos interesses gerais da sociedade, chamando a atenção de todos e de cada um para os assuntos que, direta ou indiretamente, nos interessam” (PORTAL GAZETA DO POVO). Essa primeira edição circulou com somente seis páginas, sendo que quase a metade do conteúdo foi ocupado com publicidade e, contradizendo a postura de que ela mesma se propunha, trouxera um texto de primeira página que defendia a candidatura de Ruy Barbosa à Presidência da República (OLIVEIRA).
Foi em 1923 que se mudou para o atual endereço na rua XV de novembro, onde ficava a Pedra da Gazeta, local responsável pelas notícias mais recentes, atualizadas manuscritamente e que qualquer um poderia ler. Por vezes mesmo os próprios editores falavam de viva voz da sacada do prédio as principais manchetes do dia seguinte. Os principais eventos era passados verbalmente aos transeuntes.
Plácido e Silva foi o diretor do Jornal até 1962, quando uma profunda crise financeira assolou o jornal e Francisco da Cunha Pereira Filho assumiu com seu sócio, Edmundo Lemanski. (GAZETA DO POVO, 2 de fevereiro de 1992, edição comemoratica de 73 anos, p.7). Foram feitos grandes investimentos na redação, parque gráfico e comunicação, como a nova rotativa, primeira grande offset do sul do Brasil, adquirida em 1969, e os primeiros computadores em 1973 (OLIVEIRA). Mas foi em agosto de 73 que teve a primeira foto colorida estampada em jornal do paranaense. Em 1973 ainda, foi consolidado como o principal jornal de classificados e anúncios imobiliários de Curitiba. Em 1995, A Gazeta do Povo passou a disponibilizar seu conteúdo noticiário na internet.
Somente a partir da década de 40 o jornal passou a ter todas as edições devidamente encadernadas e hoje estão armazenadas em um prédio com iluminação e ventilação apropriadas e consulta livre, localizado na Rua Pedro Ivo. Prédio esse no qual estão também as encadernações da Gazetinha, separadas do jornal desde a edição de 2 de janeiro de 1977.
Referência:
PORTAL GAZETA DO POVO (http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/90anos/independencia/conteudo.phtml?id=851912) acessado em 06/11/2009 às 15h33
OLIVEIRA, ELZA (http://www.redealcar.jornalismo.ufsc.br/cd3/midia/elzaaparecidadeoliveirafilha.doc) acessado em 06/11/2009 às 15h
Proposta de Leiaute 1
Proposta de Leiaute 1
Essa é a primeira proposta de leiaute para o projeto impresso. É baseado no leiaute do blog, não é ideal, pois não conversa com o caderno da Gazetinha nem com seu público, seja o jovem, o nostálgico ou o pesquisador. Deve portanto sofrer alterações ou ser substituído por outras propostas.

Relatório de Entevista – Bennet
Relatório de reunião UTFPR – 26/10
Relatório de reunião
Data: 26/10 Local: UTFPR Hora: 18h50 Duração: 48min
Compareceram: André Patz, André Shikay, Gustavo Tonietto e Líber Paz
Falamos sobre a visita à biblioteca da Gazeta, sobre os livros analisados e sobre as entrevistas -poucas- de até então.
- Para a próxima reunião devemos definir/identificar o público alvo para nosso impresso, se mais velho, infanto-juvenil ou pesquisador;
- Levantar algo à respeito da história gráfica;
- Produzir textos para o projeto, baseando-se nas imagens fotografadas na visita de mesmo dia, separando-os em capítulos:
- História da Gazeta;
- História da Gazetinha;
- Logotipia;
- Capas;
- Produção Gráfica;
- Depoimentos e Entervistas;
- Personagens e Desenhos;
- Anúncios;
- e Matérias.
- Definir se vamos abordar mais o Gráfico ou o Nostálgito;
- Apresentar opções de leiaute;
- Apresentar projeto para capa;
- Monografia
- Introdução (por enquanto aguardar);
- Pesquisa – Gazetinha:
- O que é?;
- História;
- Justificativa da importância do projeto;
- Entrevistas.
- Projeto:
- Linhas do projeto do livro;
- Definição do público-alvo;
- Metodologia;
- Alternativas;
- Desenvolvimento.
- Conclusões (aguardar);
- Anexos:
- Entrevistas;
- Questionários;
- Relatórios;
- Imagens;
- Etc.
- Pesquisar diagramação com o Lúcio Barbeiro, designer gráfico da Gazeta, pesquisar também na Fnac, Gibiteca ou Itiban.
Relatório de visita à biblioteca da Gazeta – 26/10
Relatório de visitação
Data: 26/10 Local: Bilioteca particular da Gazeta Hora: 15h Duração: 2hmin
Compareceram: André Patz e André Shikay
Concentramos a maioria das fotografias dos encartes publicados no mês de outubro, por serem os que continham mais informações devido a proximidade do aniversário do caderno. Acompanhamos várias mudanças na marca, matérias esquisitas e anúncios bizarros. Observamos que a capa era colorida, mesmo que o miolo não o fosse, e que haviam várias lacunas no material guardado pela biblioteca. Fotografamos a primeira edição, de 1973, apesar de não estar em bom estado.
Relatório de Entrevista (Questionário) – Silmara
Relatório de entrevista
Meio: Questionário
Data: 26/10 Período: tarde
Envolvidos: André Patz, André Kunioshi Shikay e Silmara ??
Quando na biblioteca da Gazeta para tirar as fotos, foi dado a Silmara, responsável pelo acervo, um questionário sobre a Gazetinha. Houve aí um mal-entendido, pois que o documento era somente uma base para direcionar as perguntas, não um questionário propriamente, devido ao fato de não contemplar todas as nuâncias que poderíamos adentrar numa conversa mais franca com a pesquisadora. O questionário não foi de todo descartado, mas uma entrevista mais séria deverá ser feita em breve, por telefone mesmo. Segue abaixo o questionário com as respostas.
P) Qual a sua função na Gazeta do Povo?
R) Técnica administrativa. Pesquisadora.
P) O que pode dizer a respeito da Gazetinha hoje?
R) Muito dinâmica, fácil de ler, entender a linguagem dos jovens, o editor sabe transmitir numa linguagem compreensiva e sabe conquistar os jovens.
P) Se puder, fale a respeito da história da Gazetinha.
R) Acompanhei todas as mudanças e todas foram fantáticas (desde 1997).
P) Chegou a conhecer o sr. Alceu Rosário, criador do caderno?
R) Sim, não tive muito contato com ele, logo que entrei na empresa ele se afastou de suas atividades.
P) Há alguma publicação que lhe tenha chamado a atenção?
R) Todas, gosto de ler tudo.
Obs:
Resumo – Projeto Gráfico
Resumo – Projeto Gráfico
COLLARO, ANTONIO CELSO. Projeto Gráfico: teoria e prática da diagramação. São Paulo: Summus, 2000.
Cálculo de Textos
Para calcular um corpo de entrelinha sem recorrer ao cálculo automático de um software de diagramação (como Pagemaker ou Indesign, por exemplo), primeiramente defini-se a área a ser impressa a partir das margens, números de colunas, etc. Com a família tipográfica definida, faz-se uma média de quantos caracteres dessa família cabem numa linha impressa desse material, num tamanho específico de corpo. Divide-se então o número total de caracteres do texto por esse número de caracteres que cabem numa linha, para saber quantas linhas cabem em uma página, divide-se esse número pelo valor do tamanho de corpo da fonte para obter a altura da composição em pontos e multiplica-se esse valor por 0,351 mm (se na unidade anglo-americana, baseada em polegadas, de mesmo valor que o pixel) para obter o valor correspondente no sistema métrico. Compara-se então o valor em mm com o tamanho da mancha gráfica desenhada para a página, seuindo o projeto. Caso o valor seja inferior, aumenta-se o número da entrelinha, por exemplo, se estava a usar uma fonte com corpo 8 e entrelinha 8, passa-se a usar um corpo 8/10, aumentando a entrelinha em 2 pontos. Caso o valor ainda não chegue a satisfazer o projeto, passa-se então a utilizar um corpo maior, ao invés de aumentar ainda mais o espaço de entrelinhas, como no exemplo passaria a ser 10/10.
Uso e Técnica da Cor
O Círculo Cromático consiste numa estrela de seis pontas, com as cores posicionadas em primárias (amarelo, magenta e ciano) e secundárias (vermelho, verde e azul violeta). “Ao estudo do comportamenro dos indivíduos relacionado ‘a influência da cor, denominamos sinestesia.”
Parâmetros qua auxiliam na definicção das cores:
Preto: morte, luto e infortúnio; elegância e distinção;
Violeta: misticismo, meditação;
Lilás(nuância): Magia;
Cinza: tristeza, angústia e desânimo; sujeira;
Vermelho: alegria, força e vitalidade.
Púrpura: severidade, riqueza e dignidade;
Cereja: sensualidade;
Verde: estabilidade;
Amarelo: atividade;
Laranja: radiação e expansão; efervecência, fogo, inmidade e calor;
Azul: profundidade;cor preferida pelos adultos, exprime lembranças distantes; calma; dinamismo; viagens imaginárias;
Branco: pureza, paz e solidão;
Marrom: realismo, pés no chão.
As cores se relacionam a formas da seguinte maneira:
Amarelo: triângulo;
Azul: círculo;
Verde: quadrado.
“As cores claras e quentes ampliam a superfície do suporte, diminuindo psicologicamente a sensação de peso. O inverso acontece com as cores frias e escuras, que aumentam a sensação de peso.”
No uso de cores complementares próximas umas das outras, a tendência é a ilegibilidade e é preciso uma mistura leve entre elas, ou ter uma das cores enfraquecida com a adição de branco.
A quantidade de branco ou de preto numa cor determina a sua saturação ou luminosidade.
O Suporte
Formatos padronizados: Série AA, BB e CC. No Brasil é largamente aplicada a série BB – formato 66x96cm-, apesar da série AA ser mais conhecida, por ser o formato de papel sulfite padrão A4 (21×29,7cm) o mais usado em impressões caseiras e em escritórios.
Quando da conceituação de simetria ou assimetria aplicada em composições, procura-se calcular um ponto referencial na página. O CENTRO GEOMÉTRICO é encontrado ao se traçar diagonais e determinar o ponto central em que se cruzam, este é um leiaute simétrico. Já o leiaute assimétrico é o usado em composições que impera o CENTRO ÓTICO, determinado ao se traçar mais duas diagonais no retângulo superior ou inferior resultante do centro geométrico e cruzando os pontos de intersecção.
Leis compositivas:
Leis Gerais:
Unidade: caracteres, ilustrações, formatos, etc.
Ritmo: “sucessão harmoniosa dos movimentos do layout”
Leis Específicas: Variedade, Harmonia, Destaque, Contraste, Equilíbrio, Simetria, Intensidade, Elementos Materiais
Uns dos métodos de se determinar a área viva numa página de um livro é através do uso de régua e compasso. Traça-se uma perpendicular na página (da esquerda para a direita no caso de ser uma página de esquerda), fixa-se a ponta seca do compasso no ponto extremo superior que toca a perpendicular e traça-se um arco do ponto correspondete inferior até o extremo da página. Desse ponto desenha-se uma linha paralela a linha-base da página e, da interseção dessa linha com a diagonal define-se o ponto inferior do retângulo da mancha gráfica. O ponto superior da página determina o ponto superior inverso. Posiciona-se então esse retângulo desenhado mais centralizado na página, dessendo-o pela diagonal até o ponto em o arco a toca.
Partes de que se compõe um livro
CAPA: invólucro do livro;
PÁGINA DE GUARDA: páginas em branco, na frente e no verso;
FALSO TÍTULO: o título da obra;
FRONTISPÍCIO/PÁGINA DE ROSTO: contêm informações como o nome do autor, título, editorImpresso sempre em página ímpar;
RETROFRONTISPÍCIO/PÁGINA DE CRÉDITOS: verso da página de rosto. Autor, copyright, ano, edição, ficha catalográfica, etc;
DEDICATÓRIA: impresso sempre em página ímpar;
PREFÁCIO: comentário a respeito da obra;
INTRODUÇÃO;
MIOLO;
ÍNDICE;
CALOFÃO: registro da gráfica que a imprimiu;
ERRATAS;
SOBRECAPA: película envolvente da capa;
ABA/ORELHA: prolongamento da capa, que pode ou não trazer informações impressas.
Relatório de visita à biblioteca da Gazeta – 23/10
Relatório de visitação
Data: 23/10 Local: Bilioteca particular da Gazeta Hora: 9h30 Duração: 1h20min
Compareceram: André Shikay
A visita teve que ser encerrada mais cedo, devido à bateria da câmera fotográfica ter acabado. Mesmo assim, foi feita uma boa quantidade de fotos, tiradas entre períodos do jornal de 2 em dois meses, depois de três em três, foi dada prioridade a edições com importância histórica ou com matérias relevantes, bem como foi fotografada, mais uma vez, a edição especial de aniversário, de 2003. O formulário pensado não precisou ser usado, confiamos as informações para catalogação das páginas fotografadas nos cabeçalhos do jornal. Para as fotografias, foi usado tripé, uma câmera digital Olympus de 7.1 Megapixel e algumas caixas para auxiliar. Mais fotos e a entrevista com a Silmara deverão ser feitas na segunda-feira dia 26/10.
Resumo – Grid
Resumo – Grid
SAMARA, TIMOTHY. Grid: Construção e Desconstrução. São Paulo: Cosac Naify, 2007
“As vantagens de trabalhar com um grid são simples: clareza, eficiência, economia e identidade.”
Para uma construção adequada do grid, o autor apresenta duas fases. A primeira é a de avaliação da informação e do material. Nessa fase, projeta-se o espaço para conter adequadamente o número e tamanho das imagens, títulos e texto. Na segunda fase, dispõe-se o conteúdo de acordo com o grid formatado.
Relatório de reunião UTFPR – 06/10
Relatório de reunião
Data: 06/10 Local: UTFPR Hora: 18h50 Duração: 30min
Compareceram: André Shikay, Gustavo Tonietto e Líber Paz
Nessa reunião foram escolhidos alguns livros para auxiliarem no layout do encarte, produto do TCC. A primeira ação para a escolha do formato seria perguntar diretamente na Gazeta do Povo qual melhor para uma possível produção junto ao jornal. Após isso, deveríamos trazer para a próxima reunião 3 alternativas para esse layout baseadas no estudo da seguinte bibliografia:
Não conseguimos, após a reunião, os livros O Livro e o Designer II, Grid e Primeiros Socorros em Tipografia na biblioteca da UTFPR. Recorremos então à da UP, onde encontramos Grid e Primeiros Socorros em Tipografia (versão em castelhano – WILLBERG, HANS PETTER E FORSSMAN, FRIEDRICH. Primeiros Auxilios em Tipografía: consejos para diseñar con tipos de letra. Verlag Hermann Schmidt: Maguncia, 1999. Edición castellana Editorial Gustavo Gili, SA: Barcelona, 2002.). Adquirimos O Livro e o Designer II nas Livrarias Saraiva.
