História da Gazetinha

trabalho de conclusão de curso de Artes Gráficas na UTFPR

Pesquisa – História da Gazeta

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Pesquisa – História da Gazeta

Em 20 de fevereiro, Benjamin Lins publicou o manifesto de fundação do jornal, que o posicionava com ideal de independência e imparcialidade, que de forma alguma cativaria a “adoração fetichista de qualquer individualidade” (OLIVEIRA). A Gazeta do Povo foi lançada em 3 de fevereiro de 1919, por Benjamin Lins e De Plácido e Silva, trinta e dois anos antes de O Estado do Paraná, sete anos depois da fundação da Universidade Federal do Paraná, um ano após o fim da Primeira Guerra Mundial. Devido a esse último fato, era forte a imigração para o Brasil, em especial para o Paraná, de italianos, poloneses, ucranianos e alemães, que fugiam da Europa pósguerra para uma Curitiba de 40 mil habitantes. Evidentemente havia outros jornais em circulação no ano em que foi lançada a Gazeta do Povo, como os jornais A Tribuna e Diário da Tarde, e, poucos meses antes do lançamento, uma grande greve paralisara a cidade, influenciada por jornais operários locais, como O Proletário, União e Trabalho e O Trabalho. (OLIVEIRA)

No editorial de primeira página do número inaugural foi dito que “a defesa dos interesses gerais da sociedade, chamando a atenção de todos e de cada um para os assuntos que, direta ou indiretamente, nos interessam” (PORTAL GAZETA DO POVO). Essa primeira edição circulou com somente seis páginas, sendo que quase a metade do conteúdo foi ocupado com publicidade e, contradizendo a postura de que ela mesma se propunha, trouxera um texto de primeira página que defendia a candidatura de Ruy Barbosa à Presidência da República (OLIVEIRA).

Foi em 1923 que se mudou para o atual endereço na rua XV de novembro, onde ficava a Pedra da Gazeta, local responsável pelas notícias mais recentes, atualizadas manuscritamente e que qualquer um poderia ler. Por vezes mesmo os próprios editores falavam de viva voz da sacada do prédio as principais manchetes do dia seguinte. Os principais eventos era passados verbalmente aos transeuntes.

Plácido e Silva foi o diretor do Jornal até 1962,  quando uma profunda crise financeira assolou o jornal e Francisco da Cunha Pereira Filho assumiu com seu sócio, Edmundo Lemanski. (GAZETA DO POVO, 2 de fevereiro de 1992, edição comemoratica de 73 anos, p.7). Foram feitos grandes investimentos na redação, parque gráfico e comunicação, como a nova rotativa, primeira grande offset do sul do Brasil, adquirida em 1969, e os primeiros computadores em 1973 (OLIVEIRA). Mas foi em agosto de 73 que teve a primeira foto colorida estampada em jornal do paranaense. Em 1973 ainda, foi consolidado como o principal jornal de classificados e anúncios imobiliários de Curitiba. Em 1995, A Gazeta do Povo passou a disponibilizar seu conteúdo noticiário na internet.

Somente a partir da década de 40 o jornal passou a ter todas as edições devidamente encadernadas e hoje estão armazenadas em um prédio com iluminação e ventilação apropriadas e consulta livre, localizado na Rua Pedro Ivo. Prédio esse no qual estão também as encadernações da Gazetinha, separadas do jornal desde a edição de 2 de janeiro de 1977.

Primeira Gazeta

Referência:

PORTAL GAZETA DO POVO (http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/90anos/independencia/conteudo.phtml?id=851912) acessado em 06/11/2009 às 15h33

OLIVEIRA, ELZA (http://www.redealcar.jornalismo.ufsc.br/cd3/midia/elzaaparecidadeoliveirafilha.doc) acessado em 06/11/2009 às 15h


 

Escrito por tonietto

novembro 6, 2009 em 3:22 pm

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Proposta de Leiaute 1

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Proposta de Leiaute 1

Essa é a primeira proposta de leiaute para o projeto impresso. É baseado no leiaute do blog, não é ideal, pois não conversa com o caderno da Gazetinha nem com seu público, seja o jovem, o nostálgico ou o pesquisador. Deve portanto sofrer alterações ou ser substituído por outras propostas.

leiaute 1

Escrito por tonietto

outubro 29, 2009 em 11:58 pm

Relatório de Entevista – Bennet

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Relatório de entrevista
Meio: Questionário por email
Data: início: 28/10 fim: 04/11
Envolvidos: Gustavo Tonietto e Alberto Benett
Benett é paranaense, nascido em Ponta Grossa, cartunista da Gazeta do Povo e criador das tiras Punkadinha e Salgadinhos Radiotivos. Teve a sua primeira tira publicada aos 16 anos. Foi vencedor, em primeiro lugar, na categoria tiras, em 2005, do 32º Salão Internacional de Piracicaba, evento que reuniu cartunistas de 27 países. (GIRARDI, 2005).
GIRARDI, Juliana. O hilário mundo de Benett. Gazeta do Povo, 3 set.2005.
Questionário:
Gostaríamos que nos contasse sobre o Punkadinha e o seu envolvimento com a Gazetinha: A história dele, o que o inspirou?
Ahn…lembro que um dia cheguei para o editor, o Cristiano, e sugeri a criação de uma tira em quadrinho, baseada num garotos que vi curtindo Avril Lavigne. A ideia era, a princípio, zoar com esse pessoal que engole tudo sem nenhum discernimento crítico. Enquanto a molecada ouvia emo o Punkadinha idolatrava Pistols e Ramones. O nome eu tirei do apelido do irmão de um amigo meu.
Por quanto tempo já trabalhou nele?
Há uns 5 ou 6 anos, nem lembro direito. Hoje tento dar uma justificativa para a rebeldia dele, mesmo porque seu próprio discurso se tornou ultrapassado, chato. Chato inclusive de desenhar. Bem, acho que o lance do Punkadinha agora, além de postura crítica, é a literatura, ele curte Monteiro Lobato, Machado de Assis. Isso abre outras possibilidades para piadas.
Como é trabalhar com o jornal?
Bom, divertido, desafiador. Precisa se adaptar bem a linguagem e a dinâmica de um veículo diário. Você trabalha com espaços e temas delimitados, tempo escasso, essas coisas.
O que acha da Gazetinha hoje?
Um bom suplemento, com uma visão peculiar do mundo, com objetivos autênticos, um discurso coerente e compromisso com o jornalismo. Faz um grande trabalho com seus leitores convidando-os para escrever a jornal, inclusive. Além de graficamente ser bem interessante.
Qual é a reação ao Punkadinha que você nota por parte do leitor? E com relação à Gazetinha, como o leitor se comporta?
Alguns curtem o lado escatológico do Punkada, outros o lado crítico. Alguns não curtem o fato de suas histórias não terem sequência ou uma aventura bem definida. Alguns prefeririam ter o Smilinguido nas páginas da Gazetinha. Definitivamente, ele não é unanimidade.
Quais as suas publicações preferidas, quais as menos preferidas?
Não tenho lido muitos jornais fora a GP e a Folha. E revistas, a maioria não me interessa. O que curto de quadrinhos se resume a humor, basicamente. O máximo que posso chegar é a Daniel Clowes. Acho que, na real, o que curto mesmo são livros e cinema. Inclusive ando lendo livros que são roteiros de cinema: Cães de Aluguel, Amor à Queima Roupa e Bastardos Inglórios. Bem, por aí da para se ter uma ideia das minhas preferências..

Escrito por tonietto

outubro 28, 2009 em 2:45 pm

Relatório de reunião UTFPR – 26/10

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Relatório de reunião

Data: 26/10 Local: UTFPR Hora: 18h50 Duração: 48min

Compareceram: André Patz, André Shikay, Gustavo Tonietto e Líber Paz

Falamos sobre a visita à biblioteca da Gazeta, sobre os livros analisados e sobre as entrevistas -poucas- de até então.

  • Para a próxima reunião devemos definir/identificar o público alvo para nosso impresso, se mais velho, infanto-juvenil ou pesquisador;
  • Levantar algo à respeito da história gráfica;
  • Produzir textos para o projeto, baseando-se nas imagens fotografadas na visita de mesmo dia, separando-os em capítulos:
    • História da Gazeta;
    • História da Gazetinha;
    • Logotipia;
    • Capas;
    • Produção Gráfica;
    • Depoimentos e Entervistas;
    • Personagens e Desenhos;
    • Anúncios;
    • e Matérias.
  • Definir se vamos abordar mais o Gráfico ou o Nostálgito;
  • Apresentar opções de leiaute;
  • Apresentar projeto para capa;
  • Monografia
    • Introdução (por enquanto aguardar);
    • Pesquisa – Gazetinha:
      • O que é?;
      • História;
      • Justificativa da importância do projeto;
      • Entrevistas.
    • Projeto:
      • Linhas do projeto do livro;
      • Definição do público-alvo;
      • Metodologia;
      • Alternativas;
      • Desenvolvimento.
    • Conclusões (aguardar);
    • Anexos:
      • Entrevistas;
      • Questionários;
      • Relatórios;
      • Imagens;
      • Etc.
  • Pesquisar diagramação com o Lúcio Barbeiro, designer gráfico da Gazeta, pesquisar também na Fnac, Gibiteca ou Itiban.

Relatório de visita à biblioteca da Gazeta – 26/10

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Relatório de visitação
Data: 26/10 Local: Bilioteca particular da Gazeta Hora: 15h Duração: 2hmin
Compareceram: André Patz e André Shikay

Concentramos a maioria das fotografias dos encartes publicados no mês de outubro, por serem os que continham mais informações devido a proximidade do aniversário do caderno. Acompanhamos várias mudanças na marca, matérias esquisitas e anúncios bizarros. Observamos que a capa era colorida, mesmo que o miolo não o fosse, e que haviam várias lacunas no material guardado pela biblioteca. Fotografamos a primeira edição, de 1973, apesar de não estar em bom estado.

Escrito por tonietto

outubro 26, 2009 em 5:17 pm

Relatório de Entrevista (Questionário) – Silmara

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Relatório de entrevista

Meio: Questionário

Data: 26/10   Período: tarde

Envolvidos: André Patz, André Kunioshi Shikay e Silmara ??

Quando na biblioteca da Gazeta para tirar as fotos, foi dado a Silmara, responsável pelo acervo, um questionário sobre a Gazetinha. Houve aí um mal-entendido, pois que o documento era somente uma base para direcionar as perguntas, não um questionário propriamente, devido ao fato de não contemplar todas as nuâncias que poderíamos adentrar numa conversa mais franca com a pesquisadora. O questionário não foi de todo descartado, mas uma entrevista mais séria deverá ser feita em breve, por telefone mesmo. Segue abaixo o questionário com as respostas.

P) Qual a sua função na Gazeta do Povo?

R) Técnica administrativa. Pesquisadora.

P) O que pode dizer a respeito da Gazetinha hoje?

R) Muito dinâmica, fácil de ler, entender a linguagem dos jovens, o editor sabe transmitir numa linguagem compreensiva e sabe conquistar os jovens.

P) Se puder, fale a respeito da história da Gazetinha.

R) Acompanhei todas as mudanças e todas foram fantáticas (desde 1997).

P) Chegou a conhecer o sr. Alceu Rosário, criador do caderno?

R) Sim, não tive muito contato com ele, logo que entrei na empresa ele se afastou de suas atividades.

P) Há alguma publicação que lhe tenha chamado a atenção?

R) Todas, gosto de ler tudo.

Obs:

Escrito por tonietto

outubro 26, 2009 em 5:00 pm

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Resumo – Projeto Gráfico

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Resumo – Projeto Gráfico
COLLARO, ANTONIO CELSO. Projeto Gráfico: teoria e prática da diagramação. São Paulo: Summus, 2000.

Resumo: Tipometria, Tipologia, Cálculo de Textos, Uso e Técnica da Cor, Suporte, Revista, Livro Biblioteca: UTFPR

Tipometria
É o “estudo das medidas utilizadas para determinar o tamanho dos caracteres usados pela tipografia”. O sistema de medidas usado pela tipografia tradicional antecede o sistema métrico e foi criado por Francisco Ambrósio Didot, fundidor do século XVIII. O sistema Didot, baseado nos estudos de Pedro Simon Fournier é medido em pontos, equivalendo um ponto a 0,376 mm, tendo o cícero, equivalente a 12 pontos, aproximadamente 4,512 mm. No Brasil, ainda, um furo, equivale a aproximadamente 18,048 mm, ou 48 pontos.
O sistema, porém, foi susbstituído, quando do advento da fotocomposição, sendo substituído pelo sistema anglo-americanos. Nele, uma unidade equivale a 1/72 de polegada, ou 0,351 mm, ou 1 pixel.O seu múltiplo é a paica, de 12 pontos, aproximadamente 4,212 mm.
No computador, para que a máquina possa compor uma letra, faz-se necessária a combinação de 8 bits, ou 1 Byte, segundo a linguagem computacional ASCII (American Standard Code for Information Interchange).
Para serem determinadas larguras de colunas de texto, alturas, números de linhas e tamanhos de letras num texto, é usado um instrumento, o tipômetro.
Tipologia
Estrutura dos caracteres:
Ápice: extremidade superior da letra;
Haste: parte que compõe a letra propriamente (podem ser ascendentes ou descendentes);
Trave: características de algumas letras de atravessar a letra;
Base: OU PÉ extremidade inferior da letra;
Serifas:aparas que algumas letras apresentam em suas formas”.
As letras são classificadas em 5 grupos, com base nos estudos de Francis Thibedau, francês do século XVIII: Romana, Romana Moderna, Egípcia, Lapidária e Cursiva.

 

Cálculo de Textos

Para calcular um corpo de entrelinha sem recorrer ao cálculo automático de um software de diagramação (como Pagemaker ou Indesign, por exemplo), primeiramente defini-se a área a ser impressa a partir das margens, números de colunas, etc. Com a família tipográfica definida, faz-se uma média de quantos caracteres dessa família cabem numa linha impressa desse material, num tamanho específico de corpo. Divide-se então o número total de caracteres do texto por esse número de caracteres que cabem numa linha, para saber quantas linhas cabem em uma página, divide-se esse número pelo valor do tamanho de corpo da fonte para obter a altura da composição em pontos e multiplica-se esse valor por 0,351 mm (se na unidade anglo-americana, baseada em polegadas, de mesmo valor que o pixel) para obter o valor correspondente no sistema métrico. Compara-se então o valor em mm com o tamanho da mancha gráfica desenhada para a página, seuindo o projeto. Caso o valor seja inferior, aumenta-se o número da entrelinha, por exemplo, se estava a usar uma fonte com corpo 8 e entrelinha 8, passa-se a usar um corpo 8/10, aumentando a entrelinha em 2 pontos. Caso o valor ainda não chegue a satisfazer o projeto, passa-se então a utilizar um corpo maior, ao invés de aumentar ainda mais o espaço de entrelinhas, como no exemplo passaria a ser 10/10.

Uso e Técnica da Cor

O Círculo Cromático consiste numa estrela de seis pontas, com as cores posicionadas em primárias (amarelo, magenta e ciano) e secundárias (vermelho, verde e azul violeta). “Ao estudo do comportamenro dos indivíduos relacionado ‘a influência da cor, denominamos sinestesia.”
Parâmetros qua auxiliam na definicção das cores:
Preto: morte, luto e infortúnio; elegância e distinção;
Violeta: misticismo, meditação;
Lilás(nuância): Magia;
Cinza: tristeza, angústia e desânimo; sujeira;
Vermelho: alegria, força e vitalidade.
Púrpura: severidade, riqueza e dignidade;
Cereja: sensualidade;
Verde: estabilidade;
Amarelo: atividade;
Laranja: radiação e expansão; efervecência, fogo, inmidade e calor;
Azul: profundidade;cor preferida pelos adultos, exprime lembranças distantes; calma; dinamismo; viagens imaginárias;
Branco: pureza, paz e solidão;
Marrom: realismo, pés no chão.
As cores se relacionam a formas da seguinte maneira:
Amarelo: triângulo;
Azul: círculo;
Verde: quadrado.
“As cores claras e quentes ampliam a superfície do suporte, diminuindo psicologicamente a sensação de peso. O inverso acontece com as cores frias e escuras, que aumentam a sensação de peso.”
No uso de cores complementares próximas umas das outras, a tendência é a ilegibilidade e é preciso uma mistura leve entre elas, ou ter uma das cores enfraquecida com a adição de branco.
A quantidade de branco ou de preto numa cor determina a sua saturação ou luminosidade.

O Suporte
Formatos padronizados: Série AA, BB e CC. No Brasil é largamente aplicada a série BB – formato 66x96cm-, apesar da série AA ser mais conhecida, por ser o formato de papel sulfite padrão A4 (21×29,7cm) o mais usado em impressões caseiras e em escritórios.
Quando da conceituação de simetria ou assimetria aplicada em composições, procura-se calcular um ponto referencial na página. O CENTRO GEOMÉTRICO é encontrado ao se traçar diagonais e determinar o ponto central em que se cruzam, este é um leiaute simétrico. Já o leiaute assimétrico é o usado em composições que impera o CENTRO ÓTICO, determinado ao se traçar mais duas diagonais no retângulo superior ou inferior resultante do centro geométrico e cruzando os pontos de intersecção.
Leis compositivas:
Leis Gerais:
Unidade: caracteres, ilustrações, formatos, etc.
Ritmo: “sucessão harmoniosa dos movimentos do layout”
Leis Específicas: Variedade, Harmonia, Destaque, Contraste, Equilíbrio, Simetria, Intensidade, Elementos Materiais
Uns dos métodos de se determinar a área viva numa página de um livro é através do uso de régua e compasso. Traça-se uma perpendicular na página (da esquerda para a direita no caso de ser uma página de esquerda), fixa-se a ponta seca do compasso no ponto extremo superior que toca a perpendicular e traça-se um arco do ponto correspondete inferior até o extremo da página. Desse ponto desenha-se uma linha paralela a linha-base da página e, da interseção dessa linha com a diagonal define-se o ponto inferior do retângulo da mancha gráfica. O ponto superior da página determina o ponto superior inverso. Posiciona-se então esse retângulo desenhado mais centralizado na página, dessendo-o pela diagonal até o ponto em  o arco a toca.
Partes de que se compõe um livro
CAPA: invólucro do livro;
PÁGINA DE GUARDA: páginas em branco, na frente e no verso;
FALSO TÍTULO: o título da obra;
FRONTISPÍCIO/PÁGINA DE ROSTO: contêm informações como o nome do autor, título, editorImpresso sempre em página ímpar;
RETROFRONTISPÍCIO/PÁGINA DE CRÉDITOS: verso da página de rosto.  Autor, copyright, ano, edição, ficha catalográfica, etc;
DEDICATÓRIA: impresso sempre em página ímpar;
PREFÁCIO: comentário a respeito da obra;
INTRODUÇÃO;
MIOLO;
ÍNDICE;
CALOFÃO
: registro da gráfica que a imprimiu;
ERRATAS;
SOBRECAPA: película envolvente da capa;
ABA/ORELHA: prolongamento da capa, que pode ou não trazer informações impressas.

Escrito por tonietto

outubro 26, 2009 em 12:31 pm

Relatório de visita à biblioteca da Gazeta – 23/10

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Relatório de visitação
Data: 23/10 Local: Bilioteca particular da Gazeta Hora: 9h30 Duração: 1h20min
Compareceram: André Shikay

A visita teve que ser encerrada mais cedo, devido à bateria da câmera fotográfica ter acabado. Mesmo assim, foi feita uma boa quantidade de fotos, tiradas entre períodos do jornal de 2 em dois meses, depois de três em três, foi dada prioridade a edições com importância histórica ou com matérias relevantes, bem como foi fotografada, mais uma vez, a edição especial de aniversário, de 2003. O formulário pensado não precisou ser usado, confiamos as informações para catalogação das páginas fotografadas nos cabeçalhos do jornal. Para as fotografias, foi usado tripé, uma câmera digital Olympus de 7.1 Megapixel e algumas caixas para auxiliar. Mais fotos e a entrevista com a Silmara deverão ser feitas na segunda-feira dia 26/10.

Resumo – Grid

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Resumo – Grid
SAMARA, TIMOTHY. Grid: Construção e Desconstrução. São Paulo: Cosac Naify, 2007

Resumo: Geral Biblioteca: UP

“As vantagens de trabalhar com um grid são simples: clareza, eficiência, economia e identidade.”

“Um grid consiste num conjunto específico de relações de alinhamento que funcionam como guias para a distribuição dos elementos num formato. todo grid possui as mesmas partes básicas, por mais complexo que seja. Cada parte desempenha uma função específica; as partes podem ser combinadas segundo a necessidade, ou omitidas da estrutura geral a critério do designer, conforme elas atendam ou não às exigências informativas do conteúdo.”
Explorar os fundamentos da construção tipográfica, dando dinamismo no alinhamento das informações, como exemplo, alternando grupos de informações semelhantes separadas de informações díspares.

Para uma construção adequada do grid, o autor apresenta duas fases. A primeira é a de avaliação da informação e do material. Nessa fase, projeta-se o espaço para conter adequadamente o número e tamanho das imagens, títulos e texto. Na segunda fase, dispõe-se o conteúdo de acordo com o grid formatado.

O grid nunca deve se sobrepor ao conteúdo, deve, sim, criar infinitas oportunidades de exploração. Deve ser, portanto, testado ao máximo.
Os elementos básicos de um grid são colunasmódulosmarcadoreszonas espaciaisguias horizontaisvaraismargens.
Colunas são divisões horizontais entre as margens; Módulos são unidades individuais de espaço separadas por intervalos regulares; Marcadores são indicadores de elementos secundários; zonas espaciais são grupos de módulos que criam campos distintos; Guias horizontais são alinhamentos que quebram o espaço em faixas horizontais; varais são linhas horizontais de topo; e margens são os espaços negativos entre o limite do formato e o conteúdo que cercam.
Os elementos básicos de um livro são cabeçalhosnotas de rodapécapítulosfóliosmedianizespinhamancha.
A medianiz é a margem interna de um livro; os fólios são os números de página, a mancha é área delineada pelo texto.
Existem várias estruturas básicas de grid, que podem atender de imediato às necessidades do conteúdo, dependendo de qual seja.
O primeiro tipo básico de grid é o retangular ou manuscrito. Sua estrutura consiste em uma grande área retangular na página. “No geral, margens mais largas ajudam o foco visual e dão sensação de calma e estabilidade.” Enquanto que  ”margens laterais estreitas aumentam a tensão porque a matéria viva está mais próxima do limite do formato”. Os intervalos de margens podem ser simétricos ou assimétricos, no segundo caso, criando mais áreas de repouso para os olhos, bem como “espaços para notas, ilustrações pontuais ou outros elementos editoriais que são esporádicos (…)”. Por ser uma estrutura muito simples, o tratamento dado às diferenças de tamanho de tipo, do espaçamento, da mancha e de peso entre as informações primárias e secundárias é muito importante.
O segundo tipo é o grid de colunas. “(…)é muito flexível e pode ser usado para separar diversos tipos de informação” e cria uma relação direta entre as legendas e o material primário. “Num grid de coluna tradicional, a entrecoluna recebe uma medida x, e as margens geralmente recebem o dobro da largura da entrecoluna, ou seja, 2x”. Informações diferentes podem pedir grids de colunas diferentes, com as mesmas margens, o que é muito comum e consiste num grid de colunas composto.
grid modular. Consiste em muitas divisões horizontais num grid de colunas que criam faixas e então células (ou módulos). “Cada módulo define um pequeno campo de informação. Juntos esses módulos definem áreas chamadas zonas espaciais que podem receber funções específicas.” Um módulo pode ter suas medidas determinadas de acordo com o tamanho de um parágrafo médio do texto principal, com proporções verticais ou horizontais entre eles, de acordo com os tipos de imagem ou a ênfase geral do material. “Um grid modular também  serve para o desenho de informações tabulares, como gráficos, formulários, diagramas ou sistemas de navegação.” O módulo está atrelado à política dos anos 50-80.
O último tipo é o grid hierárquico. “Esses grids se adaptam às exigências da informação, mas se baseiam mais numa disposição intuitiva dos alinhamentos, posicionados conforme as várias proporções dos elementos, do que na repetição regular dos intervalos.” É feito através de estudos ópticos da distribuição dos elementos e posterior definição da estrutura baseada nas disposições criadas. “Às vezes (…) unifica elementos díspares ou cria uma superestrutura que contrapõe elementos orgânicos numa única aplicação, como um cartaz.” Serve também para aplicações em embalagens e é largamente usado na internet.
“O grid é um guia invisível que existe no “subterrâneo” do leiaute.” O designer deve extrapolar o grid, deve criar uma dinâmica, sem alterar seu equilíbrio, dentro da regularidade criada para manter o interesse no projeto.
“Às vezes, o conteúdo tem uma estrutura interna própria que nem sempre o grid consegue esclarecer; às vezes, o conteúdo deve ignorar totalmente a estrutura para criar tipos específicos de reações emotivas no público alvo; às vezes, o designer simplesmente um envolvimento intelectual mais complexo do público como parte de seu contato com o objetivo.”
As relações dos elementos no espaço são repensadas numa estrutura racional deformada. Para fazê-lo, desconstrói-se um leiaute pré-baseado em um grid, ou seja, o que outrora fora sistemático, agora é aleatório, e o resultado, sutil ou brusco, é desconhecido até que esteja pronto.
O primeiro tipo de desconstrução é a linguística. Adequa-se o conteúdo verbal ao contexto desordenado do material. O texto pode ser densconstruído de diversas formas, no espaçamento, nas entrelinhas, nas margens, na sua espessura ou tamanho.
Na composição ótica espontânea, é aparente o senso de aleatório, muito semelhante à técnica de recorte-colagem, muitas vezes partindo efetivamente dela. “O resultado é uma estrutura que depende das tensões óticas da composição e de suas conexões com a hierarquia das informações contidas no espaço.”
Quando se impõe a idéia visual de um conteúdo sobre o formato da página, tem-se a alusão pictórica ou conceitual. O grid dá lugar à uma ideia central, que comanda toda a distribuição, formal ou informal, no leiaute, junto às variações que se dirigem à ela, as estruturas alusivas.
Por último, há a operação aleatória. “O uso do acaso como princípio organizativo pode parece antiintuitivo. Mas os resultados imprevisíveis muitas vezes ajudam a comunicação de um ponto de vista conceitual, ao conseguir justaposições de elementos que antes passariam despercebidos.”

Escrito por tonietto

outubro 21, 2009 em 1:04 am

Relatório de reunião UTFPR – 06/10

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Relatório de reunião
Data: 06/10 Local: UTFPR Hora: 18h50 Duração: 30min
Compareceram: André Shikay, Gustavo Tonietto e Líber Paz

Nessa reunião foram escolhidos alguns livros para auxiliarem no layout do encarte, produto do TCC. A primeira ação para a escolha do formato seria perguntar diretamente na Gazeta do Povo qual melhor para uma possível produção junto ao jornal. Após isso, deveríamos trazer para a próxima reunião 3 alternativas para esse layout baseadas no estudo da seguinte bibliografia:

BRINGHURST, ROBERT. Elementos do Estilo Tipográfico.  São Paulo: Cosac Naify, 2005.
COLLARO, ANTONIO CELSO. Projeto Tipográfico: teoria e prática da diagramação. São Paulo: Summus, 2000.
HASLAM, ANDREW. O Livro e o Designer II. 2AB.
RIBEIRO, MILTON. Planejamento Visual Gráfico. Brasília: Linha Gráfica Editora, 1998.
SAMARA, TIMOTHY. Grid: Construção e Desconstrução. São Paulo: Cosac Naify, 2007
WILLBERG, HANS PETTER E FORSSMAN, FRIEDRICH. Primeiros Socorros em Tipografía. Rosari.

Não conseguimos, após a reunião, os livros O Livro e o Designer II, Grid e Primeiros Socorros em Tipografia na biblioteca da UTFPR. Recorremos então à da UP, onde encontramos Grid e Primeiros Socorros em Tipografia (versão em castelhano – WILLBERG, HANS PETTER E FORSSMAN, FRIEDRICH. Primeiros Auxilios em Tipografía: consejos para diseñar con tipos de letra. Verlag Hermann Schmidt: Maguncia, 1999. Edición castellana Editorial Gustavo Gili, SA: Barcelona, 2002.). Adquirimos O Livro e o Designer II nas Livrarias Saraiva.

Para o próximo encontro, acertamos:
Trazer definições para o tamanho do impresso final;
Resumos dos livros estudados;
Estudos da estrutura do impresso, baseados na leitura;
Mais entrevistas;
Parecer a respeito de possível estudo em torno dos quadrinhos e publicidade dos biscoitos    Todeschini no jornalzinho, bem como de outros desenhistas/artistas e anunciantes que passaram pelo caderno;
Mais fotos;
Voltar a falar com Cristiano, a respeito de mais contatos dentro da Gazeta.

Escrito por tonietto

outubro 6, 2009 em 11:02 pm

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